quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Da série: Quatro sonhos (3)

Dentre os quatro, o mais bonito! E o segundo mais antigo!
O terceiro grande sonho é...
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(batucada)
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Fundar uma Instituição/Centro/Escola que proporcione ajuda aos mais necessitados.




Quando eu era criança, e mesmo durante a adolescência, me lembro de ouvir as amiguinhas tricotando sobre como seria o casamento delas e quais seriam os nomes dos seus filhos. E aí, uma a uma, elas iam contando seus sonhos de vida perfeita.
Quando chegava na minha vez, eu via a expressão delas de estranheza, ao ouvir as minhas repetidas palavras: "Eu não quero engravidar, eu quero adotar. Vai ser uma menina e o nome dela vai ser Julia. E seremos só eu e ela!"
Ta, ta, é estranho mesmo que uma guria de 8 anos diga um treco desses, mas eu sempre tive pra mim que o ato de adoção é muito mais lindo que o ato de parir (até porque, convenhamos, o parto é um momento nojento).

Nowadays, eu sinto vontade de fabricar a Julia (ou o Matheus), mas a vontade de ajudar crianças, adolescentes, adultos e idosos carentes nunca morreu! Cada vez que eu vejo um menino na rua, implorando por comida, ou um senhor doente, pedindo esmola, meu coração se aperta e começo a filosofar sobre como vivemos em uma realidade injusta e cruel.
Sinceramente, acredito que podemos fazer muito mais do que lamentar, por isso, sempre que posso, eu contribuo com alguma instituição, mas quando é caso de pedinte prefiro pagar um lanche e conversar com a criança a dar dinheiro que eu não sei como será utilizado. 
Mas eu sinto que eu deveria visitar orfanatos, asilos e hospitais, porque, na maioria das vezes, o carinho, a atenção e amor são remédios mais eficazes que Tylenol e Novalgina. Daí, meu sonho é ter condições para oferecer uma casa, um lugar, onde eles pudessem ser tratados com carinho, pudessem obter educação, aprendessem uma profissão, para se sentirem cidadãos e serem capazes de pescar e caçar com suas próprias mãos.
E eu sei que um dia eu vou conseguir!

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