quarta-feira, 11 de julho de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...(5)

A Bia anda atraindo muitos insetos...
Mas a história abaixo nos prova que isso é um lance antigo...

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Um Conto Envolvendo um Inseto (um grande inseto)


Essa história se passa um tempo atrás, quando eu ainda morava com papai e mamãe.
Era tempo de eu ir dormir. Mas, claro, estava enrolando (prática que continua persistindo até os dias atuais). Quando resolvo ir dormir, eis que as forças do universo conspiram contra mim. Tem um vagalume no quarto. Aqui vcs podem pensar: “Com medo de um vagalume? Que frescura.” Mas não era um vagalume qualquer. Não, minha gente, não, era um vagalume mutante! Isso mesmo! Porque não sei de nenhum outro bicho que voe e que pisque também, e esse era imenso!!!! E piscava!!!!! Cruzes, piscava mesmo.

Minha irmã mais velha, que tem medo até de joaninha, não pensou duas vezes e já arrumou uma caminha improvisada no quarto da TV. Eu, acreditei tolamente em mamãe quando ela me falou que havia matado o bicho alien. Tolamente, apaguei a luz e fui dormir. Talvez meu erro aqui tenha sido ter apagado a luz, já que assim poderia ver a luz que piscou em seguida. Talvez meu erro tenha sido gritar no meio da madrugada (aparentemente, é um costume meu desde os primórdios dar berros por aí). Quem sabe qual tenha sido meu erro, mas o fato importante aqui é que mamãe mentiu!

Claro que ela apareceu com meu berro, reclamando que senhor papai estava dormindo. Foi lá, matou o bicho (novamente). Mas iria eu acreditar que o mutante estava morto? Uma ova! Precisava ver com meus próprios olhos.

Agora visualizem o quarto que dividia com minhas irmãs: um beliche no lado esquerdo; um colchão no chão, no meio do quarto; um ventilador de chão ao lado direito do colchão; uma escrivaninha entulhada à direita; e na parede logo acima da escrivaninha, umas três estantes cheias de livros. Visualizaram? Pois bem.

Mamãe disse que matou o bicho, mas não vi o suposto cadáver. Estava atrás dos livros do nível mais alto da estante. Arma do crime: um mata-moscas. Pois então, de posse da arma, resolvi escalar. Subi na cadeira, na escrivaninha, e como sou baixinha do tamanho de um botão, estiquei meu braço e fiquei batucando com o mata-moscas nos livros. Mamãe já não estava no quarto. Estava eu apenas dividindo o quarto com o morto (ou não). Batuquei, batuquei, batuquei e batuquei e batuquei mais um pouco. PAF, PAF, PAF, PAFF.......”AAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH” foi o que berrei quando o mutante caiu para cima de mim.

Agora se lembram quando mencionei que a escrivaninha estava entulhada? Essa pode ser a informação mais importante do relato. Eu estava em um equilíbrio precário em cima do móvel, e tal instabilidade instabilizou de vez e a gravidade resolveu vir em meu auxílio (uma das minhas melhores “amigas”). Lembram-se do ventilador no chão? Caí em cima dele e tudo. Em seguida, atingi o fofinho do colchão. Ufa.

É claaaaaaro que isso fez um barulho danado. Irmãs e mãe aparecem na porta do quarto. Todos sabiam da minha busca insaciável pelo cadáver. E a cena... a cadeira da escrivaninha caída, o ventilador arrebentado, e eu, caída no chão, com o mata-moscas quebrado em minha mão. E o cadáver em algum lugar ali perto. O vagalume mutante, afinal, estava morto, de tanto eu batucar o cadáver caiu pra cima de mim.

OBS: ventiladores e cadeiras não sofreram danos durante a realização da cena.

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