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domingo, 6 de outubro de 2013

Da Série: Aconteceu com a Bia...(9)

Não trabalho mais com a Bia, mas ela me deu autorização para postar as histórias dela que são sempre hilárias!
Divirtam-se com a Spoleta, que é do carai!!!

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As grandes aventuras de Spoleta

Como todos bem o sabem, tenho um hamster chinês fêmeo chamado Spoleta que esse fim de semana, para me enlouquecer, fez jus ao seu nome.
Sexta-feira à noite em casa (miséria...) resolvi limpar a gaiola da Spoleta. Fechei a portinhola depois que terminei e fui arrumar o resto da casa.
Sexta passou... chegou sábado.
Acordei naquela preguiça às dez da manhã, xingando por ter marcado algo tão cedo para aquele dia. Sábado é dia para acordar pelo menos meio-dia, mas beleza. Resignei-me com essa tortura, peguei um pouquinho da força do Thor emprestada e me levantei, seguindo para o banheiro. Quando chego até a cozinha percebo que a gaiola ficou aberta. “Nossa, devo ter esquecido aberta ontem quando fui limpar”. Observo que senhorita Spoleta está lá na casinha, e penso comigo mesma “Que hamster comportado é esse que tenho”, e a elogio por ter perdido a oportunidade de ouro que era para ela sair e passear por aí. Mal sabia eu que quando do elogio a bichinha me dirigia um olhar de puro divertimento.
Passei o dia na Barra. Cheguei cansada, desistindo de minha saída da noite. Abro a porta do apartamento, só querendo tomar um banho e comer besteira, e o que vejo? Um hamster – minha hamster! – no chão da cozinha, em frente à gaiola, com a maior cara de culpada! Eu emito um sonoro: “Eei!”, ela arregala os olhos e sai correndo para o banheiro. Logo volta e consigo prendê-la na gaiola. Ufa. Mas que bichinha cara-de-pau. E eu pensando que havia sido eu a esquecer de fechar a gaiola no dia anterior! E ela ainda deixou eu me culpar, sem falar nada! Ou demonstrar, ou sei lá o que os hamsters fazem para se comunicar com os humanos. Entretanto, eu, sempre pensando na bondade dos corações das criaturas do mundo, não prendi a portinhola com um arame, como pretendia, pensando ingenuamente que a Spoleta era uma menina comportada. Afinal, ela havia aberto a gaiola duas vezes e havia ficado por perto. Não era má, só queria andar ali por perto. Então ignorei a moça até o fim da noite e fui dormir.
Tarde de domingo. Acordo. Checo a gaiola. Aberta. Vasculho o apartamento inteiro em busca de Spoleta. E minha procura torna-se infrutífera. Não consigo achá-la. Começo a entrar em desespero. Pego uma lanterna, procuro em todos os lugares possíveis e inimagináveis, mas nada. A essa altura do campeonato já estou xingando a Spoleta, ameaçando dela ficar sem comer por dias a fio, retirar sua casinha da gaiola, nunca mais colocá-la na bolinha para poder passear pela casa. Mas nada disso faz efeito. Frustrada e pensando “que burra fui em depositar minha confiança em um simples rato”, desisto e vou me ater a outros afazeres.
Troco a água do Stitch, lavo a louça, almoço, e quando pego meu livro para ler, aparece um bicho correndo pelo chão do corredor. Grito “Spoleta! Vem aqui, sua safada!”, vou correndo atrás e a fugitiva volta a se esconder. Mas agora já sabia onde era seu esconderijo e parto à caça.
Tranco-me no quarto após ter lá levado a gaiola e espero pacientemente sentada no chão, construindo meu quebra-cabeça de cinco mil peças. Espero... vejo que ela sai de trás do armário... espero... ela me rodeia... espero... começa a puxar meu vestido... espero... corre ao meu redor... sobe nas minhas pernas... espero... fica parada... ZÁS! Arremato a presa em minha mão, ela começa a se sacudir e reclamar, mas já não tenho mais dó nem piedade. Tranco a prisioneira de onde ela nunca mais irá sair.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...(8)

E o lado de engenheira da Bia se mostra...

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Sábado à noite em casa (deprimente...). Tomo um banho quente, dou um jeito qualquer em meus cabelos molhados revoltos e vou pendurar a toalha no box do banheiro. Mas o que se entende por pendurar? Na minha concepção, jogar a toalha por cima do box com bastante força para ela não cair e você ter que jogá-la novamente. Minha tática funcionou perfeitamente em termos de "os fins justificam os meios", mas falhou em seu perfeito procedimento. Vejam, a toalha bateu no bocal da lâmpada que está pendurada e despencada do teto (sim, está tudo caído mesmo... ninguém olha pro teto mesmo...) antes de assentar-se em sua correta posição. E pronto, da luz se fez a escuridão.

Como todos aqui bem o sabem, formei-me em engenharia elétrica. Então claro que realizei uma análise puramente profissional. Em primeiro, liguei e desliguei o interruptor várias vezes, pensando: "não acredito nisso". Em segundo, bati na lâmpada e repeti o procedimento anterior. Nada ainda. Em seguida, peguei uma escada, subi, e mexi no fio para ver se não estava fora do lugar. Repeti novamente o primeiro passo. Mas a lâmpada nada ainda de presentar-me com sua luz. Conclusão de minha detalhada análise: foge ao meu conhecimento o motivo da luz ter minguado. Chamarei um prestador de serviços amanhã conhecido como papai.

Estou lá eu, frustrada, sem minha luz no banheiro, pensando: "Mas será que realmente preciso de luz no banheiro? Só para me maquiar ou tomar banho à noite. Mas então é só não tomar banho à noite. E não me maquiar. Inutilizar o banheiro também é uma opção". Então tive uma sacada genial! Os deuses da eletricidade me benzeram com uma possível resposta, algo tão delicado, tão sublime, tão... inusitado! Então fui lá eu... trocar a lâmpada!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...(7)

Sim, cacas acontecem na vida da menina Bia.

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Para mim, as manhãs são sessão de tortura. Começando pelo despertador. O bicho toca quatro vezes até que eu me lembre da fatídica existência do Henry.

Como de manhã considero que “não sou ninguém”, já deixo tudo arrumado para só realizar funções mecânicas: colocar blusa... colocar calça... colocar casaco... colocar meias... calçar sapato... e por aí vai. Hoje já começou sendo um dia atípico. Resolvi que não queria usar a roupa que me tinha escolhido no dia anterior. Aquele desespero para achar algo que combine! Realmente, meu cérebro e minha função lógica são uma tragédia em início de dia.

Mas enfim consegui uma combinação que me satisfizesse e parti para o trabalho.

Embarquei no costumeiro 220 e comecei a viagem de meia hora até a Visconde de Inhaúma. Saindo do ônibus, começa a começar o dia. Função: desviar das pessoas que mal sabem andar na rua e atravancam o caminho dos outros. Essa tarefa é a pior do dia. É como se eu saísse do ônibus e me deparasse em um formigueiro, com as formigas tudo birutas de terem tomado cachaça.

Finalmente, chego na São Bento, no meu caminhar tranquilo e arrojado. Caminho pelo meio da rua porque na calçada tem gente e estou cansada de desviar. Porém, vem um caminhão gigante. Se não for para a calçada, ele há de me atropelar.

É aí que meu nojo e minha tristeza e minha aflição começam.

Estou na calçada nem 5 segundos, caminhando e cantando (cantando é forçar a barra, mas beleza), quando cai uma avalanche em cima de mim. Meu pensamento: “Tinha que ser comigo... @#$% pelo menos é só água”. E ao passar as mãos pelo cabelo, sinto aquela sujeira impregnada, e vejo a verdade nua e crua em minhas mãos: sujeira, areia, imundice no meu cabelo! A vontade que tive de chorar... ninguém imagina. Minha vontade foi voltar para casa e tomar um banho. Mas, que meleca, não podia! Ou, melhor ainda, voltar e arrebentar a cara do cara que derrubou aquilo em cima de mim e nem veio implorar pelo meu pedido de desculpas (pensando na história do crime suicídio perfeito dos elásticos...)! Aff, queria socar o imbecil do cara! Bem, é mentira, admito. Eu quero socar e arrebentar o imbecil do estúpido do cara até ele voltar no tempo e se tornar uma pessoa sensata e não derrubar coisas na cabeça dos outros! E se fosse um tijolo, hein, hein?!

Infelizmente, a vida é um bagaço de injusta. O que mais podia fazer? Vim trabalhar... Implorar pela ajuda da Helena para tornar meu cabelo menos grudento. Tentar tirar as manchas da minha roupa, do meu corpo...

Resumindo: a funcionária Beatriz Levy permanecerá nojenta e indócil até o fim do dia até poder tomar um banho.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...(6)

E a Bia, com 25 anos, já ta crescidinha pra ir ao mercado sozinha.
E aturar as filas quilométricas...
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Na fila do supermercado


Véspera de feriado, todo mundo metendo o pé na estrada, e eu, 19:25, batendo dedo na empresa. Não ia viajar mesmo.... E quem nunca ficou aqui até 19:30 não sabe a diversão que está perdendo. Altos papos. Ops, trabalhos, altos trabalhos!

Meu planejamento para Corpus Christi: alguns dias enfadonhos assistindo TV e comendo besteira. Por isso nem me importei com a maratona de compensação.

Saindo daqui, corro até o ônibus (prática comum) e não sei porque motivo absurdo resolvo passar no supermercado quando na verdade o que eu mais queria era deitar a cabeça na minha super cama Queen size e dormir. Mas beleza, fui lá eu ao supermercado tentar ver se algo me apetecia para comer (eu queria mais é comer algo que me fizesse salivar, mas é difícil achar algo assim em supermercado).

Fato de supermercados: eu entendo que as pessoas vão passeando devagar fazendo compras, analisando comida ou sei lá mais o que, mas pelo menos dê passagem para o próximo! Aí o cara fica lá um tempão escolhendo que uva levar enquanto eu, que em 2 segundos já peguei a maldita da uva, querendo passar, tenho que esperar o cara decidir qual está menos murcha? Haja paciência. Saio logo esbarrando se não sair do caminho já que as pessoas arrancam a página do dicionário em que consta a palavra “licença”.

Fui lá, catei minhas comidinhas, e, espertamente, entro na fila dos 10 volumes, toda feliz porque não ultrapassei o limite e posso entrar na fila rápida, meio que rindo internamente do pessoal dos outros caixas com uma compra gigantesca, família para sustentar.

Estou lá eu, serena e cansada, esperando, esperando, esperando... Percebo que estou esperando demais. Uns 5 minutos se passaram e a fila andou?? Neca! Enquanto isso, pessoal fazendo compras de mil macacos no caixa ao lado andando rapidão. Eu me irritando, xingando mentalmente ou o cliente lerdo ou a moça do caixa. Irradiando energia negativa para tudo que é lado, passei para o caixa ao lado, desculpando-me internamente pelo meu preconceito dos caixas de mil volumes e vangloriando-me novamente: “Sou muito esperta. Olha a fila kilométrica do caixa de 10 volumes. Esse pessoal aí não percebe que vai ficar ali eternamente??”.

Rapidinho o cara da minha frente pagou a conta e passei minha humilde comprinha pelo caixa. E claro que nisso eu ia comparando minha fila com a do caixa que deveria ser rápido para ver se estava no lucro por ter trocado de fila. “Estou na frente, beleza, estou na vantagem. Mandei bem”.

Comecei a perceber que o cara que estava na minha frente no caixa de 10 volumes estava já passando as compras dele (compras é exagero, o cara estava comprando um guaraná antártica de 2 litros e só – A fofoqueira) e eu passando as minhas. Nesse momento minha cara de estúpida já devia ser evidente. Mas tudo bem. Afinal, tinha dado no mesmo, pelo menos.

Hora de pagar. Sodexo em mãos. Imprimindo a notinha. Imprimindo... imprimindo... imprimindo.................. %$#@ eu já xingando o Acaso e o mundo “Caramba, nada funciona não???”. A budega da impressora deu problema e fiquei ali uns 5 minutos parada esperando a moça do caixa religar tudo, aquele sistema mais lento que tartaruga em areia movediça!

E eu me xingando mentalmente: “Pomba, Bia, da próxima deixa de ser estúpida e fica na fila de 10 volumes! Que anta”.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...(5)

A Bia anda atraindo muitos insetos...
Mas a história abaixo nos prova que isso é um lance antigo...

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Um Conto Envolvendo um Inseto (um grande inseto)


Essa história se passa um tempo atrás, quando eu ainda morava com papai e mamãe.
Era tempo de eu ir dormir. Mas, claro, estava enrolando (prática que continua persistindo até os dias atuais). Quando resolvo ir dormir, eis que as forças do universo conspiram contra mim. Tem um vagalume no quarto. Aqui vcs podem pensar: “Com medo de um vagalume? Que frescura.” Mas não era um vagalume qualquer. Não, minha gente, não, era um vagalume mutante! Isso mesmo! Porque não sei de nenhum outro bicho que voe e que pisque também, e esse era imenso!!!! E piscava!!!!! Cruzes, piscava mesmo.

Minha irmã mais velha, que tem medo até de joaninha, não pensou duas vezes e já arrumou uma caminha improvisada no quarto da TV. Eu, acreditei tolamente em mamãe quando ela me falou que havia matado o bicho alien. Tolamente, apaguei a luz e fui dormir. Talvez meu erro aqui tenha sido ter apagado a luz, já que assim poderia ver a luz que piscou em seguida. Talvez meu erro tenha sido gritar no meio da madrugada (aparentemente, é um costume meu desde os primórdios dar berros por aí). Quem sabe qual tenha sido meu erro, mas o fato importante aqui é que mamãe mentiu!

Claro que ela apareceu com meu berro, reclamando que senhor papai estava dormindo. Foi lá, matou o bicho (novamente). Mas iria eu acreditar que o mutante estava morto? Uma ova! Precisava ver com meus próprios olhos.

Agora visualizem o quarto que dividia com minhas irmãs: um beliche no lado esquerdo; um colchão no chão, no meio do quarto; um ventilador de chão ao lado direito do colchão; uma escrivaninha entulhada à direita; e na parede logo acima da escrivaninha, umas três estantes cheias de livros. Visualizaram? Pois bem.

Mamãe disse que matou o bicho, mas não vi o suposto cadáver. Estava atrás dos livros do nível mais alto da estante. Arma do crime: um mata-moscas. Pois então, de posse da arma, resolvi escalar. Subi na cadeira, na escrivaninha, e como sou baixinha do tamanho de um botão, estiquei meu braço e fiquei batucando com o mata-moscas nos livros. Mamãe já não estava no quarto. Estava eu apenas dividindo o quarto com o morto (ou não). Batuquei, batuquei, batuquei e batuquei e batuquei mais um pouco. PAF, PAF, PAF, PAFF.......”AAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH” foi o que berrei quando o mutante caiu para cima de mim.

Agora se lembram quando mencionei que a escrivaninha estava entulhada? Essa pode ser a informação mais importante do relato. Eu estava em um equilíbrio precário em cima do móvel, e tal instabilidade instabilizou de vez e a gravidade resolveu vir em meu auxílio (uma das minhas melhores “amigas”). Lembram-se do ventilador no chão? Caí em cima dele e tudo. Em seguida, atingi o fofinho do colchão. Ufa.

É claaaaaaro que isso fez um barulho danado. Irmãs e mãe aparecem na porta do quarto. Todos sabiam da minha busca insaciável pelo cadáver. E a cena... a cadeira da escrivaninha caída, o ventilador arrebentado, e eu, caída no chão, com o mata-moscas quebrado em minha mão. E o cadáver em algum lugar ali perto. O vagalume mutante, afinal, estava morto, de tanto eu batucar o cadáver caiu pra cima de mim.

OBS: ventiladores e cadeiras não sofreram danos durante a realização da cena.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...(4)

Continuando a série...
Na aventura de hoje, Bia, nossa heroína, decidiu dar uma de Senna em uma pista de kart em Volta Redonda...
Vamos ver se ela será campeã?


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Feriado em Volta Redonda! Eu e meus amiguinhos estávamos para marcar esse fim de semana há um bom tempo já. Afinal, sabem o que tem em Volta Redonda? Kart! Com uma pista super bacana. Você se sente um piloto de fórmula 1 quase! Dessa vez, eu ia dar tudo de mim! Da última vez fiquei em 4º lugar (para os engraçadinhos, foi 4º de 12 competidores, tá! Hunf). Dessa vez eu ia acelerar com tudo, bater em quem fosse, ia chegar ao pódio. Meu espírito de competição estava em alta! Afinal, apesar de frágil e delicada, não sou uma péssima kartista, huahuahuahua.

Chegamos ao kartódromo. Céu cinza. Mas sem chuva. Ok, que continuasse assim. Vesti meus apetrechos, assisti às aulinhas das cores das bandeiras (nunca lembro, é inútil, mas beleza). Um barulho estranho lá fora... o que é isso?? Será que é o que estou pensando?! Chuva! Meu pensamento nessa hora foi: “$#@% vou morrer, vou derrapar, bater nos pneus, vou chorar”. Eu super querendo que cancelassem aquela matança. Mas não. Não cancelaram!!! oO Claro que se todo mundo fosse eu iria também, mas, mas.... bem, todo mundo foi. Então, me f***, abaixei a cabeça e fui alugar um macacão feio daqueles para não molhar minha roupa.

Hora de cada um escolher seu carrinho! Lembrando que estava chovendo. O assento do kart já com aquela poça maravilhosa. Fui lá e sentei logo de uma vez. Já com a bunda molhada, esperei todos se assentarem. Pessoal tirando a água do assento e tal. E eu: “Poxa, eu devia ter tirado a água do assento antes de sentar... ... que burra”.

Antes de começar a corrida, recebemos o aviso: “Logo na primeira curva tem uma poça. Passem por cima da zebra ou pelo outro lado”. Eu: “Beleza, passar por cima da zebra”.

E foi dada a largada! Acelera, Bia, acelera! Fui pisando fundo. Cheguei na curva. Poça. Passar em cima da zebra. Beleza. Passei acelerando. Nesse momento começou meu tormento molhado. Splaaaaaaash!!! Parecia que estava desaguando uma cachoeira bem em cima da minha cabeça. Eu: “Que isso, meu Acaso!” Aquela água toda, “limpinha”, impregnada nas minhas roupas. Buáááá. Ainda bem que tinha tirado a calça (calma, gente, eu estava de macacão :P ). Mas o cara não falou para passar na zebra?? Que palhaço!! Então tá. Vai ver era no outro lado da pista. Então, na próxima volta, fui esperta. Passei pelo lado esquerdo da pista. Splaaaaaaash! Quase amaldiçoei alguém. Não paguei para tomar banho de água suja!!!!! Aff. E veio aquele pensamento diabólico em mente: “Huahuahua, pessoal tirando água do assento para sentar, não adiantou nada!!!!”.

Depois de 3 voltas, posicionaram-nos de acordo com nossos demonstrativos de agilidade no kart. Fiquei em 9º... rodei na pista... bati num cara... tomei advertência... cheguei em 9º... Depois de tudo isso, junto com estar molhada até a alma, resignei-me com minha inexistência de habilidade para dirigir em tempestades e só fiquei passeando na pista...

Pelo menos não perdi posição... ;-) E no meio da corrida descobri que passando pelo meio da pista, na curva com a piscina, eu não me molhava. Menos mal...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...(3)

E a Bia está escrevendo mais do que eu nesse blog.´
Em minha defesa, digo que o pouco de criatividade que tem surgido está sendo utilizado para "escrever" minha Monografia. Bom, mas vamos ao que interessa:


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Localização: Paraty.
Objetivo: comer.

Um colega e eu fomos procurar um restaurante. Ele disse terem indicado um chamado “Sancho Pança”, se bem me lembro. “Bacana, vamos experimentar”.

Um frio do caramba. Chegamos no restaurante. Bonitinho o local, música ao vivo. Escolhemos uma mesa e esperamos o garçom. Quando este veio, nada mais do que indagar pelo cardápio fez, aparentemente, o garçom surtar. Era realmente uma pergunta difícil. Apenas na segunda vez que pedimos pelo troço o garçom o trouxe. Estamos lá, analisando tranquilamente o cardápio, chamamos o garçom novamente para perguntarmos sobre os pratos. Ele novamente parece ter um ataque a qualquer pergunta que fazemos. Eu hein. Parecia até que estávamos perguntando a ele a raiz quadrada de 7685,98. Dali a um tempo chega o dono do estabelecimento. Eu já achei que fossem nos expulsar. Afinal, estávamos atormentando a vida do garçom com perguntas como “Quanto de comida vem no prato?” ou “Quais são os sucos que vcs têm?”. O dono nos pergunta: “Qual está sendo o problema em atender vcs? Parece que está havendo algumas dúvidas aqui”. Como se NÓS fôssemos o problema, vê se pode!!! Sei lá qual foi nossa resposta, mas então o dono nos informou: “Hoje é dia do polvo. Então só servimos polvo hoje”.

Em primeiro, car***, existe dia do polvo?!?! Mas tudo bem, existe dia para tudo hoje em dia. Em segundo, pensei: “Ferrou, não vou comer porcaria nenhuma. Vou passar fome pelo resto da noite. Não como polvo. Que nojo”. Do modo mais simpático que pudemos, dissemos que eu nunca havia comido polvo (eca!) e meu colega era vegetariano. Muito massa né? E nisso todas as pessoas do restaurante nos encarando como se fôssemos aliens azuis. Alien roxo foi o que vi depois.

O dono (simpático, apesar de “arrumarmos confusão” no restaurante dele) me levou para me mostrar o buffet de polvo. À primeira vista, não pude me conter. “Ecaaaaaa!” foi o que saiu da minha boca. Uma torrada com pasta de polvo em cima. Aquela perninha roxa cheia daquelas bolinhas roxas que não sei o nome. Suuuuper nojento. Eu não queria enfiar aquilo na boca de forma alguma!! Mas o dono fez uma cara de cachorro perdido quando critiquei a comida, que ele tanto prezava e elogiava, com meu super “Ecaaaaaa!”. Então, fui na luta e na coragem: abocanhei o troço. Só ficava pensando naquelas pernas. Urgh. Só de pensar agora me dá aflição! Mas até que não estava ruim. Nada demais o negócio. Mas mesmo assim... ainda acho super ultra mega nojento!

Depois disso tudo, pareceu que fomos aceitos no restaurante. Viramos pessoas normais aos olhos do povo do polvo. E só continuamos lá porque estava um frio insuportável lá em Paraty, não queria sair do quentinho para depois ter que ir procurar um outro lugar. E procurar no frio. Então, fiquei no polvo. Comi canja de polvo. Arroz de polvo. E sei lá mais o que de polvo. Meu colega ficou com uma salada em que o tomate era a sensação do prato.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...(2)

Segundo post escrito pela Bia...
Você já leu o primeiro?
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Aniversário chegando (ok, é só mês que vem, mas ninguém pode dizer que não está chegando), meus pais resolveram me comprar um Bluray Player. Iupii! Só que todos sabemos que a garantia desses aparelhos é de 1 semana para troca em loja. Ou seja, ganho presente mais cedo ;-) Ontem minha mãe me liga e avisa que vai levar pro meu APT hoje pela manhã, para se der algum problema, não esperar essa primeira semana passar. Eu que não reclamei, rs.

Sabendo que minha mãe iria comparecer à minha humilde habitação, lavei a louça, passei um pano no sofá, limpei o móvel da TV. Sabe como é, para não ouvir depois “Cheguei lá e a casa estava toda do avesso!”, já que é costume dos pais exagerar tudo em proporções astronômicas. Provavelmente o que eles falariam daria a impressão que vivo em um chiqueiro só por conta de dois pratos e alguns talheres sujos na pia.

Finalmente, deleitei-me com minha maravilhosa cama, pensando em como eu queria que o dia tivesse pelo menos mais uma horinha para eu continuar a ler meu livrinho sem peso na consciência por ter que acordar cedo para ir trabalhar no dia seguinte. Então, estava lá eu, um lindo anjo dormindo... Claro que quando acordei com o despertador quase explodindo meu cérebro não mais parecia um anjo. Meu cabelo todo espetado para todos os lados. Poderia dizer que estava mais para um cacto ambulante. Blergh.

Enfim. Peguei meu despertador, desliguei. Eis que sinto um gelo no âmago mais profundo do meu ser. Veja bem, o significado de morar sozinha é não ter mais ninguém morando com você, certo? Então porque tinha um vulto entrando na minha sala? Porque tinha um estranho, maníaco, assassino ou seja lá o que ele fosse parado ali, entrando de um modo sorrateiro daqueles? Porque ele estava me olhando? O que ele pretendia??!! “Ah, meu Acaso, e agora, o que eu faço??!!”, foi o que pensei imediatamente antes de berrar. “Aaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!” foi a única coisa que consegui esgoelar garganta afora. Só assim para expressar o horror que senti em ter meu espaço invadido por alguém que não convidei a entrar!

Todo meu terror durou alguns ínfimos segundos até eu perceber que era minha mãe... Putz, quase tive um troço do coração! O alívio que senti é indescritível. Saber que não estava sendo ameaçada por algum ser idiota que acha legal aterrorizar as pessoas. Não é preciso dizer que quase matei minha mãe depois disso! Como disse nossa amiga Roberta, mãe troll :P E percebam, dei um berro de matar mosca, e apareceu algum vizinho?? Neca. Iriam me deixar morrer se realmente tivesse alguém ali querendo atentar contra minha maravilhosa e alegre vidinha!

Deu até saudades da barata...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Da Série: Aconteceu com a Bia...

E começando mais uma série.
Bia é uma amiga que tem um senso de humor bastante incomum e uma criatividade absurda para contar histórias.
De vez em quando, eu recebo um e-mail dela contando episódios divertidos e emocionantes. Com a devida autorização, essa e outras histórias serão postadas aqui, para alegrar as vidas de vocês...

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Saí do trabalho para mais um dia de tarefas em casa. Reservo as segundas-feiras para passar pano molhado pelo APT. Antes, estava lá eu pensando no quase ônibus escolar 220: “Passo ou não passo no supermercado? Eis a questão.” Decido ceder à necessidade e dar uma passada rápida pelo Pão de Açúcar. Até gosto de lá, é calmo, tranquilo. Bacana. Mas os laços do destino resolvem cortar minha ligação com meu destino imediato quando vejo o supermercado apagado. Penso: “Ótimo, a culpa não é minha, vou direto para casa.”


Chego, passo o fatídico pano molhado pelos quartos, sala, cozinha, quarto de empregada. Depois de tudo feito, banho tomado, jantar ingerido, deito no sofá para ver TV. Claro que o resultado não foi diferente do previsto: acordei duas horas depois. Meu único pensamento quando levantei do meu macio e gostoso sofá: voltarei a dormir. Mas antes, notebook, livro e etc e tal. Quando resolvo dormir, duas horas depois, dou uma passada para aquele copo de água gelado na cozinha.

E aqui começa o terror. Visualizem minha cara de horror, espanto, incredulidade e desespero quando vejo um ponto marrom correndo para a porta da sala.

Pensei: “Ferrou. O que faço agora? Como poderei dormir diante do pensamento de ter tal monstro habitando aposento tão próximo ao meu quarto?”. Resolvo ser forte. Tornei-me guerreira. Quase uma Amazonas. Uma Amazonas morrendo de medo, mas tudo bem. Primeiro: onde encontra-se meu chinelo? Tinha deixado na cozinha. Ufa. Menos um problema. Imagina se eu tivesse que cruzar a porta da cozinha para a sala para pegar qualquer calçado? Estaria ferrada, pois era lá que o monstro habitava. De posse de minha mais nova arma, eu tinha duas chances de acertar o alvo, afinal, tinha dois chinelos. Lancei um. Errou o alvo. Quase chorei. Mas consegui que a besta fosse para a sala, permitindo-me a travessia da cozinha para lá. O diabo estava atrás do ventilador. Chutei o ventilador para longe, o importante era não dormir com aquilo estando vivo ainda. Imagina se entra nas minhas sacolas de roupa, na minha bota, eca. Mirei novamente. Errei. Começo a entrar em desespero maior ainda, berrando aos céus “Por quê, por quê?!?!?!” Mas eis que os deuses me agradam com um presente, um desafio, um milagre: a barata está de cabeça para baixo! “Sim! Se ela continuar nessa posição, posso matá-la facilmente!”. De esperanças reacesas, coração batendo, pernas tremendo, suando frio, chego perto do intruso, pedindo às forças do Acaso para manter a desgraçada naquela posição, e que ela não desvirasse comigo tão perto quanto estava.

Páá! Morreu. A criatura devassa morreu!! Peguei um milhão de papel toalha para jogar aquele traste miserável no lixo, fechei bem o saco plástico, e voilá, missão cumprida!

Após tal aventura, e após relaxar meu corpo de tanta adrenalina, pude adentrar o mundo dos sonhos sabendo que no mundo havia menos um demônio vagando pelas proximidades...

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