sábado, 18 de janeiro de 2014

Da Série: Cada uma que me acontece...(6)

Essa aconteceu beeeeeem no início da faculdade, há uns 5 ou 6 anos atrás.

Meus colegas de turma descobriram que eu havia sido bolsista em uma escola de dança de salão e combinaram uma noitada na Lapa, para dançar o velho e bom forró.
Mas acontece que às 2h, tava geral morto com farofa, querendo nanar o sono dos anjos.

Eu, que não queria ser deixada lá sozinha, acompanhei, a contragosto, meus amigos.
Não me entendam mal, também estava cansada. Mas é um cu sair da Lapa antes das 5h da manhã.
Recebi uma carona amiga até o ponto de encontro da ida.
Note, eram bem umas 3h da manhã quando eu desci do carro da coleguinha, em frente à UERJ, local habitado por seres absurdamente assustadores a essa hora.

Cabe ressaltar que eu estava vindo de um forró, portanto, vestida que nem uma puta usando um short curto e uma camiseta grudada. Sorte minha é que, como o dia havia sido instável, eu estava com uma jaqueta de couro na mochila (por que era de couro? Deus sabe!)

Tentei em vão chamar um táxi usando o celular. Zero.
Ninguém disponível, senhora.
E, quando eu achei que seria morta e devorada pelos zumbis do clipe Thriller que estavam ao meu redor, eis que surge a salvação: o famoso 455!

Aliviada, peguei o ônibus, e, após descer, me encaminhei para a praça Afonso Pena, onde eu achava que encontraria uma van. Zero.
Tudo que encontrei foram mais seres bizarros e uma caralhada de táxis, os mesmos que estavam indisponíveis, cujos donos sonecavam gostoso em seus respectivos assentos.

Acordei o que tinha menos cara de maluco e perguntei:
Alto da Boa vista, cê vai?

Como de costume, sentei ao lado do motorista e fui tagarelando para mantê-lo acordado e, consequentemente, sobreviver à noite.
E qual não foi a minha surpresa quando, cerca de 4 quilômetros antes de chegar em casa nos deparamos com uma enoooooooooooooooorme árvore caída na estrada interrompendo a passagem completamente?!

Até ali, o taxímetro estava marcando R$ 35,00.
No meu bolso: R$ 50,00

O cara da Light aproximando-se do táxi deu duas soluções:
Ou tu espera amanhecer e dá a volta pela Floresta da Tijuca, ou tu dá a volta pela Zona Sul e sobe pela Barra.

Aham, senta lá Claudia. Pensei
Mas eu não tenho dinheiro pra isso, moço. Respondi.

E aí o taxista, num ato de humanidade extrema, ligou a luz do carro (aqueeeela, que indica que você chegou ao seu destino) e disse:
Deu R$ 35,00.

 Esqueci de comentar que, nesse ponto, a chuva que estava indo e vindo durante todo o dia, resolveru cair de novo. E dessa vez, com força. 
 
Vesti minha jaqueta de couro e saí do táxi.

Eu: Moço, e agora?
Moço da Light: Olha filha, a árvore derrubou uns fios na queda, se você pisar em um fio desencapado é morte na certa!
Eu (levemente desesperada): Bacana!
Moço da Light: Toma. Pega essa lanterna e toma cuidado! Entrega ela pro outro cara lá na frente.

E foi assim que eu atravessei a árvore. Com um cagaço fudido de morrer eletrocutada e ainda ouvir do além a voz do moço:
Eu avisei, mas a guria teimou.

Até que, meio quilômetro mais tarde, enquanto eu andava em meio a chuva e a escuridão, meu celular tocou. Olhei e vi que eram 4:15.

Eu: Alô?
Mami: Su? Tá tudo bem?
Eu (com voz de cansada): É, to viva, né?
Mami (desesperada): Como assim?
Eu (tentando manter a calma dela): Ah. Uma árvore caiu e o táxi num tinha como passar. Então to indo a pé pra casa!
Mami (mega desesperada): O QUÊ? FICA ONDE VOCÊ ESTÁ QUE EU TE BUSCO! BEM QUE EU SABIA QUE TINHA ACONTECIDO ALGUMA COISA. ACORDEI ASSUSTADA, FUI BEBER ÁGUA E VI QUE VOCÊ NUM TINHA CHEGADO. AI RESOLVI TE LIGAR....AI MEU DEUS...CADÊ A CHAVE DO CARRO?
Eu (super calma): Tá, tá, calma, to aqui em frente ao Corpo de Bombeiros com o moço da Light. Beijo
Mami (mega desesperada): Tá, to indo. Toma cuidado. Beijo

Ou seja, mãe é mãe, né minha gente?! Com um sexto sentido muito mais fuderoso que o daquele moleque do filme.

Por fim, fui resgatada por uma senhora descabelada e de pijamas, conhecida de vocês. Que estava aliviada, nervosa e irritada, tudo de uma só vez.

Fim.




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Da Série: Momento musical (14)

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi
um dia
Tudo passa, tudo sempre
passará
A vida vem em ondas,
como um mar
Num indo e vindo
infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há
um segundo
tudo muda o tempo todo no
mundo

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre

Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

(Como uma onda - Lulu Santos)


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Da Série: Twittando no Blogger... (39)

Maravilha é, depois de ficar 2h presa em um trânsito medonho, dentro de um ônibus fechado (sem ar), chegar em casa, tomar um banho gostoso e deitar na cama debaixo de dois ventiladores!
#delicia #obrigadapapaidocéu

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Da série: "Eu tenho uma pergunta... (17)

São Pedro tirou férias e esqueceu de dar as instruções pro anjo estagiário?
Estou há semanas sem coragem de sair do trabalho na hora do almoço, preferindo esperar horas pelo serviço delivery do restaurante que fica ao lado da agência.
#tensidão

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Da série: Cinco coisas sobre mim... (6)

Coisas sobre minha infância 
(com imagens)

1) Eu achava que era adotada: Era moda na época ver as crianças se rebelando com os pais ao descobrirem sobre a adoção. E como a minha mãe sempre foi muito mais nhem nhem nhem com meu irmão do meio (não adianta nem mandar o papo de "não existe isso", dona Rosângela!), eu pus na cabeça que eu era adotada e por isso a diferença no tratamento. A verdade é que eu era muito respondona e geniosa e o meu irmão sempre foi quieto e obediente, logo, quem levava mais broncas e palmadas era a autora desse blog e dessa teoria doida. Só fui descartar totalmente essa hipótese aos 12 anos, quando todo mundo dizia que eu era a cara da minha mãe...

Essa foto tem 9 anos, mas estamos, basicamente, iguais hoje em dia.


2) Eu queria ser morena: Pai, irmãos, avó, tias e primos. Todos morenos lindos! E eu? Branquela azeda! Nasci careca e vermelhaaaaaaa de tanto chorar. Eles pegam sol e ficam maravilhosos! Eu? Fico vermelho camarão-descasquenta! Meu pai dizia que só fazia filho homem. E eu estou aqui para provar que ele estava errado. Gastou todo o Y e a melanina que tinha fazendo meus irmãos. #vacilo

Eu e Papi soberano


Eu e meus irmãos.

3) Eu sabia tudo sobre sexo: Sempre fui moleque. Cresci brincando com meu irmão e os amigos dele. Na verdade, até hoje prefiro a amizade masculina, que considero mais fiel e verdadeira. E por isso, quando eu tinha uns 8 anos, meu irmão mais velho (esse do meio da foto acima) "profetizou" que, caso eu não fosse corretamente instruída, estaria grávida aos 14 anos. E o que mami fez? Aproveitando-se do meu apetite voraz para livros meu deu alguns sobre DST e gravidez na adolescência para ler aos 10 anos. E por isso que, ao entrar no ginásio, eu já sabia tudo sobre AIDS, ejaculação, masturbação e menstruação.

Moleca, cheia dos machucados.
Com californiana natural, aos 6 anos.


4) Eu tinha amigos imaginários: Apesar de ter amigos e irmãos para brincar, em alguns momentos eu gostava de inventar uma realidade paralela, onde minha vida era diferente. Eu, então, era princesa, feiticeira, estrangeira, rica, pobre. Dependia do meu estado de espírito e da minha criatividade. Matheus, meu melhor amigo imaginário, estava em todas.

5) Eu queria trabalhar em um Supermercado: Quando ia ao mercado com a minha mãe ficando morrendo de inveja das moças do Carrefour que podiam "brincar" de patins, enquanto eu tinha que ficar sentada no carrinho por hoooooooras. Ao final, adorava o barulhinho que a máquina de registrar (é esse o nome?) fazia (e faz ainda, eu acho) e sonhava um dia poder ficar passando compras naquele treco, para imprimir a tirinha depois. Inclusive, em muitas das minhas brincadeiras com meus amigos imaginários eu era caixa de um mercadinho usando a calculadora da minha mãe (uma daquelas que imprime o resultado, saca?).

Bons tempos!

=*

sábado, 11 de janeiro de 2014

Da Série: Coisas que me irritam... (11)

...Homofobia

Porque esse é um daqueles que realmente me emputece!

Você, pretenso cidadão, que convive com homossexuais, NÃO precisa:

- Entender
- Concordar
- Gostar

Mas, TEM que, pelo menos:

- Respeitar
- Exigir respeito

Dessa forma, projeto de pessoa, caso sua/seu colega de trabalho/escola/faculdade/curso seja homossexual, você não precisa temer que, na primeira oportunidade, ela/ele irá pular em cima de você.
Suas qualidades e defeitos não são unânimes e se, nem todos os heterossexuais morrem de amores por você o mesmo ocorre entre os homossexuais.
E mesmo que alguém se sinta extremamente atraído por sua beleza ou inteligência, não significa que a pessoa obrigatoriamente vá usar de força para conseguir alguns minutos de prazer carnal.

É claro que eu conheço alguns homossexuais sem noção, que desrespeitam e partem pro ataque. Mas pode acreditar que os heterossexuais idiotas estão aí em igual ou até em maior número.
E até onde eu sei, classificar um grupo de pessoas, pelo comportamento de uns poucos tem um nome: PRECONCEITO!

"Ah Susan, mas você dormiria no mesmo quarto de uma sapata?"

Eu dormiria no mesmo quarto de um amigo hetero, sem medo de ser atacada pelo fato de sermos do sexo oposto. Como isso pode ser diferente?

"Ah, mas todo mundo pode achar que a gente ta se pegando, né?"

Ahn? Quer dizer que dividir o quarto com alguém implica, automaticamente, em sexo?! Quer dizer, se não existem quartos o suficiente na sua casa, e você divide quarto com seu irmão eu tenho que entender que rola incesto?

"Ihh Susan, mas por que você está azeda?"

Porque uma colega minha já estava com tudo acertado para se mudar, neste domingo (dia 12/1), do apartamento em que mora no Recreio (Rio de Janeiro) com amigos para uma República de Meninas em Icaraí (Niterói) para estudar.
E então decidiu contar para sua futura colega de quarto sobre a sua situação: ela é lésbica e inclusive tem uma namorada. A colega de quarto recebeu a notícia em choque, mas prometeu que iria tentar fazer dar certo.
E qual não foi a surpresa quando essa minha colega recebeu por mensagem, da dona da república, a informação de que não poderia se mudar, porque as outras meninas não aceitaram a ideia de ter uma lésbica na casa.

Tomanocu, né, suas raparigas?
¬¬'

Enquanto essas picuinhas acontecerem é impossível que coisas piores - como a violência e o suicídio - parem de acontecer nesse país.
O problema é que, falar de preconceito contra pobre e preto é fácil. É lugar comum. Difícil é levantar e defender uma menina branca, de classe média e lésbica, que apenas quer um pouco de respeito e credibilidade!

Foda, sabe!


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Se alguém quiser averiguar, o fato ocorreu em uma república no endereço General Pereira da Silva, 183, Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Da série: "Querido diário... (15)


Eu nunca acumulei tantos sentimentos ruins na minha vida...
Estou psicologicamente estafada!
Preciso, urgentemente, que algo mude, mesmo que seja a minha forma de encarar tudo isso!
Sei que já passei por momentos de me sentir inútil e entediada, mas não foram piores do que o que sinto agora: incapacidade e cansaço absoluto!
E tudo isso intensifica agora na TPM!
Papai do Céu, me dê luz!
Amém!"